Miomas e adenomiose: quando tratar, quando operar e quando preservar o útero

Miomas e adenomiose são condições uterinas distintas, mas frequentemente coexistem e causam sintomas que se confundem — sangramento intenso, anemia, sensação de peso e dificuldade para engravidar. A conduta certa varia de paciente para paciente: nem todo caso exige cirurgia, e preservar o útero e a fertilidade costuma ser possível.

Miomas (leiomiomas) e adenomiose estão entre os diagnósticos uterinos mais frequentes. Encontrá-los em um exame é comum; saber quando eles realmente exigem intervenção é o que define a conduta adequada.

Existe um espectro de condutas, não uma resposta única. Miomas pequenos e sem sintomas costumam pedir apenas acompanhamento. Boa parte das adenomioses responde bem ao tratamento clínico e hormonal. E há quadros — sangramento intenso, anemia, dor, aumento do volume uterino ou impacto sobre a fertilidade — em que a cirurgia passa a fazer sentido. O papel da avaliação especializada é identificar, com precisão, em que ponto desse espectro cada paciente está.

Em ginecologia avançada, a decisão não se baseia apenas no tamanho do útero ou no número de lesões: depende da correlação entre sintomas, idade, desejo de engravidar, localização dos miomas, extensão da adenomiose, resposta a tratamentos anteriores, impacto na qualidade de vida e a possibilidade de preservar o útero e a fertilidade.

Quando coexistem

Miomas e adenomiose frequentemente coexistem — e isso muda a decisão

Cerca de metade das mulheres com adenomiose também tem miomas. Reconhecer essa combinação muda o diagnóstico e a conduta — e é uma das razões pelas quais a avaliação precisa ir além do laudo.

A coexistência é comum: em úteros analisados após cirurgia por miomas, a adenomiose aparece associada em uma faixa ampla — de aproximadamente 15% a 57% dos casos, com séries recentes em torno de 45%. E, quando as duas condições estão juntas, os sintomas costumam ser mais intensos: sangramento mais abundante, cólicas e dor pélvica mais fortes e maior impacto na qualidade de vida do que os miomas isolados.

Há um detalhe clínico que orienta a investigação: dor intensa que não corresponde ao tamanho dos miomas é um sinal de alerta para adenomiose associada. É exatamente por isso que a decisão não pode se basear apenas no tamanho do útero ou na quantidade de lesões.

A combinação também torna o diagnóstico mais difícil: na presença de miomas, a ultrassonografia convencional perde sensibilidade para detectar adenomiose — o que reforça a importância de uma avaliação especializada, com imagem dirigida e, quando indicado, ressonância magnética. Identificar a adenomiose concomitante pode mudar a conduta por completo.

A melhor conduta não nasce do laudo isolado. Ela nasce da integração entre sintomas, imagem, fertilidade, idade e preferência da paciente. Em doenças benignas do útero, clareza na decisão é parte do tratamento.

Prof. Dr. Alexander Kopelman
CRM-SP 103.944 · RQE 945031 · RQE 945032

Miomas uterinos

O que são miomas uterinos?

Miomas uterinos, também chamados de leiomiomas, são tumores benignos formados a partir do músculo do útero. Eles podem ser únicos ou múltiplos, pequenos ou volumosos, e podem ocupar diferentes regiões do órgão.

A maior parte dos miomas não é câncer e não exige tratamento imediato. O problema é que alguns miomas, dependendo da localização e do tamanho, podem causar sintomas importantes.

Sangramento menstrual aumentado

Menstruação prolongada

Sangramento entre os ciclos

Cólicas intensas

Sensação de peso ou pressão pélvica

Aumento do volume abdominal

Vontade frequente de urinar, quando há compressão da bexiga

Constipação, quando há compressão intestinal

Dor durante a relação sexual

Dificuldade para engravidar ou abortos de repetição em casos selecionados

Adenomiose

O que é adenomiose?

A adenomiose acontece quando tecido semelhante ao endométrio — camada que reveste a parte interna do útero — infiltra a parede muscular uterina, chamada miométrio.

Esse tecido responde aos estímulos hormonais do ciclo menstrual. Com isso, pode causar inflamação dentro da parede uterina, aumento do volume do útero, contrações dolorosas e sangramento mais intenso.

Cólicas menstruais intensas e progressivas

Sangramento menstrual aumentado

Menstruação prolongada, às vezes com coágulos

Dor pélvica crônica

Sensação de peso no baixo ventre

Dor durante a relação sexual

Fadiga e cansaço por anemia

Dificuldade para engravidar ou abortos de repetição em alguns casos

Diferenças práticas

Miomas e adenomiose são a mesma coisa?

Não. São condições diferentes. Miomas são nódulos benignos formados por músculo uterino. Eles podem crescer para dentro da cavidade uterina, permanecer na parede do útero ou crescer para fora do órgão. Adenomiose é uma infiltração difusa ou localizada de tecido endometrial dentro da parede muscular do útero.

A confusão acontece porque os sintomas podem ser muito parecidos. Tanto miomas quanto adenomiose podem causar sangramento aumentado, aumento do volume uterino e anemia. Além disso, as duas condições podem coexistir.

Aspecto Miomas Adenomiose
O que é Nódulo benigno do músculo uterino Infiltração de tecido endometrial no músculo uterino
Forma Geralmente lesões delimitadas Pode ser difusa ou focal
Sintoma comum Sangramento, compressão e aumento uterino Dor progressiva, sangramento e cólicas intensas
Impacto na fertilidade Depende principalmente da localização Pode afetar implantação e evolução gestacional em alguns casos
Diagnóstico Ultrassom e/ou ressonância; classificação FIGO Ultrassom especializado e/ou ressonância
Tratamento Acompanhamento, tratamento clínico, embolização, miomectomia ou histerectomia Tratamento hormonal, controle de sintomas, técnicas conservadoras em casos selecionados ou histerectomia
Preservação do útero Frequentemente possível com miomectomia Depende da extensão, sintomas e desejo reprodutivo

Sintomas que merecem avaliação especializada

Nem todo sangramento aumentado é causado por miomas ou adenomiose. Nem toda cólica forte tem a mesma causa. Mas alguns sinais indicam que a paciente deve ser avaliada com mais atenção:

Menstruação que impede atividades normais

Sangramento com coágulos

Anemia ou ferritina baixa por sangramento crônico

Cólicas que pioraram progressivamente

Dor pélvica fora do período menstrual

Dor durante a relação sexual

Aumento do volume abdominal ou sensação de peso pélvico

Necessidade de urinar com muita frequência

Constipação associada ao período menstrual ou à compressão uterina

Infertilidade, abortos de repetição ou dúvida entre operar, acompanhar ou preservar fertilidade

Diagnóstico

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa pela escuta clínica. O padrão de sangramento, a intensidade da dor, o impacto sobre a vida da paciente, o histórico reprodutivo e os tratamentos já tentados são tão importantes quanto o exame de imagem.

Ultrassonografia transvaginal especializada

Geralmente é o primeiro exame para avaliar útero, cavidade endometrial, parede uterina, ovários e possíveis alterações associadas. Nos miomas, ajuda a identificar número, tamanho e localização. Na adenomiose, pode apontar sinais indiretos de infiltração da parede uterina.

Ressonância magnética da pelve

É especialmente útil quando há dúvida diagnóstica, útero volumoso, múltiplos miomas, suspeita de adenomiose associada, planejamento cirúrgico ou necessidade de mapear melhor a anatomia.

Classificação FIGO dos miomas

Nos miomas, a localização é decisiva. A classificação FIGO organiza os miomas conforme a relação com a cavidade uterina, a parede muscular e a superfície externa do útero.

Miomas subserosos, voltados para a parte externa do útero.

FIGO 0, 1 e 2

Miomas submucosos, que projetam para dentro da cavidade uterina.

FIGO 3, 4 e 5

Miomas intramurais, localizados na parede muscular.

FIGO 6 e 7

Miomas subserosos, voltados para a parte externa do útero.

Essa classificação orienta a conduta. Miomas submucosos, por exemplo, costumam ter maior relação com sangramento e fertilidade, e muitas vezes são abordados por histeroscopia. Miomas intramurais ou subserosos podem exigir laparoscopia ou cirurgia robótica em casos selecionados.

Quando apenas acompanhar pode ser suficiente

Acompanhamento pode ser adequado quando os miomas são pequenos, não há sangramento aumentado, não há dor significativa, não existe compressão de bexiga ou intestino, não há crescimento progressivo, não há impacto reprodutivo e a adenomiose é leve ou pouco sintomática.

A decisão de acompanhar não significa “não fazer nada”. Significa monitorar a evolução com critérios: sintomas, exame físico, exames de imagem, hemograma, ferritina e impacto na qualidade de vida.

Quando tratar

O tratamento deve ser considerado quando os sintomas deixam de ser leves ou quando há risco de impacto reprodutivo, funcional ou clínico.

Nos miomas

O tratamento pode ser indicado quando há sangramento aumentado, anemia, dor, peso pélvico, compressão urinária ou intestinal, crescimento progressivo, distorção da cavidade uterina, infertilidade, abortos de repetição ou miomas volumosos/múltiplos sintomáticos.

Na adenomiose

O tratamento pode ser indicado quando há cólicas intensas, sangramento menstrual aumentado, dor pélvica crônica, anemia, piora progressiva, falha de tratamentos anteriores, desejo reprodutivo com suspeita de impacto uterino ou prejuízo importante da qualidade de vida.

Tratamento

Opções de tratamento

Não existe um único tratamento para miomas e adenomiose. Existe uma estratégia adequada para cada paciente.

1. Tratamento clínico
Pode incluir controle da dor, anti-inflamatórios, correção da anemia, tratamento hormonal e acompanhamento regular. Em pacientes com adenomiose, o DIU hormonal pode ser uma opção importante para controle de sangramento e cólica.

2. Tratamento hormonal
Pode ser usado para reduzir sangramento, controlar dor e estabilizar sintomas. A escolha depende da idade, do padrão de sangramento, do desejo reprodutivo, das contraindicações e da tolerância da paciente.

3. Embolização das artérias uterinas
Pode ser considerada em casos selecionados de miomas e, em algumas situações, adenomiose. É um procedimento radiológico que reduz o fluxo sanguíneo para o tecido-alvo. A indicação deve ser discutida com cuidado, especialmente em pacientes com desejo reprodutivo.

4. Miomectomia
A miomectomia é a cirurgia que retira os miomas preservando o útero. Pode ser indicada para mulheres com desejo reprodutivo ou para aquelas que desejam manter o útero por razões pessoais.

  • histeroscópica: para miomas submucosos;
  • laparoscópica: para casos selecionados de miomas intramurais ou subserosos;
  • robótica: especialmente em casos complexos, múltiplos miomas, miomas maiores ou necessidade de sutura uterina de alta precisão.

5. Tratamentos conservadores para adenomiose
Em casos selecionados, pode-se tentar controlar a adenomiose preservando o útero. Isso pode envolver tratamento hormonal, DIU hormonal, manejo da dor e, em alguns cenários, procedimentos conservadores. O objetivo, nesses casos, costuma ser controle dos sintomas e preservação de opções futuras — não necessariamente cura definitiva.

6. Histerectomia
A histerectomia é a retirada do útero. Pode ser considerada em casos de miomas múltiplos ou volumosos com sintomas importantes em mulheres sem desejo reprodutivo, adenomiose severa refratária, sangramento aumentado sem resposta a tratamentos conservadores e outras condições selecionadas.

Preservar o útero: quando existe alternativa à histerectomia

Em muitos casos, a pergunta da paciente é: “Existe uma alternativa segura que preserve meu útero?
Quando há miomas, a resposta pode ser sim — especialmente quando a miomectomia é tecnicamente viável e faz sentido para o quadro clínico. Quando há adenomiose, a resposta depende da extensão da doença, dos sintomas, da idade, do desejo reprodutivo e da resposta a tratamentos anteriores.

Quando a cirurgia preserva o útero, ela pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas — miomectomia por laparoscopia ou cirurgia robótica da Vinci Xi. Nestes casos, a prioridade é preservar o útero sempre que possível, reservando a histerectomia para quando ela é, de fato, a indicação mais adequada.

Em situações benignas, a histerectomia não deve ser apresentada como única opção sem discussão adequada. Ela pode ser a indicação mais adequada em alguns casos, mas precisa ser uma decisão informada e individualizada.

E quando há desejo de engravidar, a doença uterina e o projeto reprodutivo são avaliados no mesmo raciocínio clínico — porque cada escolha cirúrgica tem impacto sobre a fertilidade.

Fertilidade

Miomas, adenomiose e fertilidade

Miomas e adenomiose podem interferir na fertilidade, mas isso não acontece da mesma forma em todas as pacientes.

Nos miomas, o impacto depende principalmente da localização. Miomas submucosos são os que mais se relacionam com dificuldade de implantação embrionária e abortos. Miomas intramurais grandes também podem afetar resultados reprodutivos em alguns casos. Miomas subserosos, em geral, têm menor impacto sobre a fertilidade.

Na adenomiose, o impacto pode envolver inflamação uterina, alteração da contratilidade do útero, dificuldade de implantação e maior risco de perda gestacional em alguns cenários. A conduta precisa considerar idade, reserva ovariana, tempo de tentativa de gestação, histórico de abortos, presença de endometriose associada e necessidade de reprodução assistida.

Como o Prof. Dr. Alexander Kopelman avalia esses casos

A avaliação especializada não começa pela cirurgia. Começa pela pergunta certa: qual é o problema principal que precisa ser resolvido?

Em algumas pacientes, o problema é sangramento. Em outras, dor. Em outras, infertilidade. Em outras, compressão de órgãos vizinhos. Em muitas, é a combinação de tudo isso.

Histórico clínico detalhado

Padrão de dor e sangramento

Impacto sobre qualidade de vida

Desejo reprodutivo atual ou futuro

Revisão dos exames de imagem

Diferenciação entre miomas, adenomiose e endometriose

Análise da cavidade uterina

Avaliação da reserva ovariana quando há desejo reprodutivo

Discussão de alternativas conservadoras

Definição da via cirúrgica quando a cirurgia é indicada

Planejamento de recuperação e segurança

Para quem esta avaliação faz sentido

Esta avaliação é especialmente indicada para mulheres que receberam diagnóstico de miomas ou adenomiose, têm sangramento menstrual intenso, cólicas progressivas, anemia por sangramento uterino, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, desejo de engravidar, abortos de repetição, indicação de histerectomia, miomas múltiplos ou volumosos, recidiva após cirurgia, suspeita de endometriose associada ou busca por segunda opinião.

Quando buscar

Quando buscar avaliação especializada

Sangramento menstrual intenso por mais de alguns ciclos

Necessidade frequente de medicação para dor

Anemia, ferritina baixa ou cansaço persistente

Aumento progressivo do volume abdominal

Dor pélvica fora da menstruação

Dor que prejudica trabalho, sono, vida sexual ou rotina

Miomas maiores, múltiplos ou em crescimento

Suspeita de adenomiose em exame de imagem

Dificuldade para engravidar

Indicação cirúrgica sem explicação clara das alternativas

Dúvida entre miomectomia, histerectomia, embolização ou tratamento clínico

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Perguntas frequentes

FAQ sobre miomas e adenomiose

Não. Miomas são nódulos benignos formados pelo músculo do útero. Adenomiose é a infiltração de tecido endometrial dentro da parede muscular uterina. Os sintomas podem ser parecidos, mas o diagnóstico e o tratamento têm diferenças importantes.

Não. Miomas pequenos e sem sintomas costumam pedir apenas acompanhamento. A cirurgia passa a ser considerada quando há sangramento intenso, dor, anemia, aumento do volume uterino ou impacto sobre a fertilidade.

O tratamento definitivo histórico da adenomiose é a histerectomia, mas nem toda paciente precisa ou deseja retirar o útero. Em mulheres que querem preservar o útero, o objetivo costuma ser controlar sintomas, reduzir sangramento e melhorar qualidade de vida.

Sim, principalmente os miomas submucosos, que deformam a cavidade uterina. Miomas intramurais maiores também podem interferir em alguns casos. A avaliação deve considerar localização, tamanho, número de miomas e histórico reprodutivo.

Pode, em alguns casos. A adenomiose pode interferir no ambiente uterino, na implantação embrionária e no risco de perdas gestacionais. A decisão entre tratamento clínico, cirurgia conservadora, reprodução assistida ou acompanhamento depende da idade, sintomas e histórico reprodutivo.

A ultrassonografia transvaginal especializada pode identificar sinais de ambas as condições. A ressonância magnética é muito útil quando há dúvida diagnóstica, coexistência de miomas e adenomiose ou necessidade de planejamento cirúrgico.

A miomectomia é indicada quando os miomas causam sintomas relevantes, impactam a fertilidade ou estão associados a abortos, especialmente em mulheres que desejam preservar o útero. A via pode ser histeroscópica, laparoscópica ou robótica, dependendo da localização e complexidade.

A histerectomia pode ser considerada em casos de miomas múltiplos ou volumosos com sintomas importantes, adenomiose severa refratária a tratamentos conservadores, sangramento persistente e ausência de desejo reprodutivo. Antes da decisão, alternativas de preservação uterina devem ser discutidas quando aplicáveis.

Sim. Essas condições podem coexistir. Por isso, pacientes com dor pélvica intensa, sangramento aumentado, dor na relação ou infertilidade podem precisar de avaliação mais ampla, não limitada apenas ao achado principal do laudo.

Não. A cirurgia robótica pode ser útil em casos complexos, como miomas múltiplos, miomas grandes, necessidade de sutura uterina precisa, pelve com aderências ou cirurgias prévias. Em casos mais simples, a histeroscopia ou a laparoscopia convencional podem ser suficientes.

Não. Boa parte das adenomioses responde ao tratamento clínico e hormonal. A histerectomia é uma entre as opções e deve ser uma decisão informada e individualizada.

Sim, com frequência. Cerca de metade das mulheres com adenomiose também tem miomas; a combinação intensifica os sintomas e exige avaliação especializada.

Referências

Coexistência: ~45,9% de adenomiose em histerectomias por SUA associado a miomas; mioma como condição coexistente em 43,3% de coorte de adenomiose.

Pistas de coexistência (multivariada): dor menstrual (OR 1,27), idade (OR 1,10), paridade (OR até 3,8); dor importante apesar de menor volume de miomas (OR 0,6 por duplicação do tamanho).
Limite diagnóstico: na presença de miomas, USG 2D com VPP ~54% e VPN ~43% para adenomiose.

Diagnóstico: USG transvaginal (1ª linha); RM como confirmatório (melhor diferenciação adenomiose × mioma); histologia como padrão-ouro.

Um plano claro antes de qualquer decisão

Miomas e adenomiose não devem ser tratados por impulso. A melhor conduta nasce da combinação entre sintomas, exames, idade, fertilidade e preferência da paciente.

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Aviso médico

Este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. Não substitui consulta médica, exame físico ou avaliação individualizada. Diagnóstico e tratamento devem ser definidos por profissional habilitado, considerando o histórico, os exames e os objetivos de cada paciente.

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