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Saúde

Mãe aos 40: uma realidade cada vez mais alcançável

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Mãe aos 40

Existem muitos motivos que podem fazer com que uma mulher decida ser mãe aos 40 anos. Na maioria dos casos, essas mulheres visam um crescimento profissional e pessoal antes de construir uma família. Por isso, optam por adiar a maternidade.

Essa é uma realidade que ganha cada vez mais espaço, onde pesquisas demonstram que de 100% dos nascidos vivos, cerca de 11% são de mulheres, com 35 anos ou mais. Mas, como isso é possível? Afinal, a fertilidade feminina diminui progressivamente a partir dos 35.

Com o passar dos anos, a mulher vai perdendo seu potencial reprodutivo e, quando chega na faixa dos 35 anos, é comum que a queda seja ainda mais rápida. Por esse motivo, a gravidez aos 40 se torna bem mais complexa, mas não impossível, graças às técnicas de reprodução assistida.

Ser mãe aos 40 e a reprodução assistida, qual a relação?

Definida como uma técnica usada no tratamento da infertilidade, a reprodução assistida pode ser dividida em várias técnicas diferentes, todas com o mesmo objetivo: ajudar o casal a engravidar.

Mais do que isso, as técnicas de reprodução assistida são a solução ideal para mulheres que não querem ser mãe naquele momento. Tenha em mente que o crescimento profissional e pessoal não são os únicos motivos que levam ao adiamento da maternidade — doenças, como a endometriose, por exemplo, também podem causar essa espera.

Mulheres com diagnóstico de câncer, também podem recorrer à reprodução assistida, uma vez que determinados tratamentos podem afetar a fertilidade. Nesses casos, o objetivo das técnicas de reprodução são de preservar a fertilidade da mulher, deixando o desejo de ser mãe para o futuro.

 

Planejando com um especialista é possível ser mãe aos 40

Portanto, a paciente que quer ser mãe aos 40, precisa recorrer a um planejamento gestacional, para haver todo um acompanhamento pré-natal criterioso. Procurar por um especialista em reprodução assistida deve ser o primeiro passo dessas mulheres. Assim, após uma análise, o profissional consegue indicar a melhor técnica para cada caso.

Dentre as técnicas de reprodução assistida existentes, duas são as que mais se destacam quando falamos em preservar a fertilidade para que a gravidez seja adiada. São elas: a criopreservação e a Fertilização In Vitro (FIV) com análise genética dos embriões. Entenda um pouco mais sobre esses procedimentos.

Para mulheres que não tem óvulos congelados e que passam por FIV sem sucesso devido à reserva ovariana muito reduzida (baixa quantidade de óvulos), há uma opção de tratamento com excelente taxa de sucesso: a ovodoação.

Tratamentos para ser mãe aos 40

Criopreservação

Também conhecido como congelamento de óvulos, a criopreservação consiste na preservação da fertilidade da mulher.

A partir do momento em que a fertilidade feminina começa a diminuir, a quantidade de óvulos também reduz, assim como a qualidade dos restantes, tornando as chances de uma gravidez natural ou in vitro cada vez menor.

Por isso, a criopreservação é a técnica ideal para as mulheres que desejam ser mãe aos 40 anos. O ideal, é que a mulher faça o procedimento até os 35, ou o mais cedo possível quando há esse interesse. Quanto mais nova ela for no momento do congelamento, maior a quantidade e qualidade dos óvulos coletados para preservar. Consequentemente, maiores serão as chances de gravidez no futuro quando utilizarem esses óvulos.

Portanto, para congelar os óvulos, é necessário a realização de 3 etapas fundamentais:

  • estimulação ovariana, cujo objetivo é aumentar o número de folículos com óvulos naquele ciclo (dura 13 dias);
  • punção folicular, etapa realizada no laboratório de reprodução sob sedação onde ocorre a extração os óvulos produzidos pela paciente;
  • vitrificação, momento em que os óvulos são colocados em um recipiente e congelados em baixas temperaturas.

Os óvulos ficam armazenados e congelados até que a paciente decida o momento em que quer construir uma família. Quando enfim a decisão é tomada, o embriologista realiza o descongelamento e então realiza o processo de Fertilização In Vitro.

Fertilização in Vitro (FIV) com análise genética dos embriões

Definida como uma das técnicas de reprodução assistida, a Fertilização In Vitro (FIV) tem o objetivo de tratar problemas de fertilidade, aumentando as chances de gravidez.

Costuma ser a primeira opção de tratamento da infertilidade quando a mulher tem mais de 35 anos e é especialmente indicada para mulheres com mais de 40 anos. Nessa fase, para aquelas que não tem óvulos congelados, existe recomendação de FIV com análise genética dos embriões.

O avanço do tempo após os 40 anos tem relação direta com maior risco de aborto e maior chance de problema genético no embrião, especialmente a Síndrome de Down. A análise genética dos embriões reduz a chance de aborto e permite identificar se há um problema genético nos embriões. Só é transferido para o útero o embrião geneticamente saudável.

A FIV consiste em quatro etapas distintas, as quais são: a estimulação ovariana, a coleta dos gametas, a fertilização desses gametas, além do cultivo dos embriões e, por fim, a transferência para o útero.

Contudo, no caso das pacientes que optaram pelo congelamento de óvulos, essa transferência não necessitará da estimulação ovariana e nem da punção folicular — uma vez que foram etapas já realizadas durante a criopreservação.

Tenha em mente que a Fertilização In Vitro é a técnica de reprodução assistida mais utilizada, enquanto a criopreservação é um método complementar que aumenta as chances de uma gestação de sucesso. As taxas de sucesso e os riscos genéticos serão sempre relacionados à idade da mulher no momento em que congelou os óvulos e não tem relação com a idade no momento em que está descongelando.

Ovodoação

A fertilização in vitro com o uso de óvulos doados tornou-se parte integrante do tratamento da infertilidade nos dias atuais.

O procedimento é usado para conseguir a gravidez em mulheres com baixa reserva ovariana, falha recorrente de implantação devido à má qualidade do oócito e abortos recorrentes. Casais também podem optar por usar oócitos doados para evitar a transmissão de doenças genéticas graves.

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