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Endometriose, Tratamentos

Endometriose na bexiga: conheça os tratamentos

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Endometriose na bexiga: conheça os tratamentos

Caracterizada pelo crescimento anormal do tecido endometrial se desenvolvendo na parede da bexiga, a endometriose na bexiga é uma das formas mais raras da doença. A endometriose é uma condição ginecológica crônica que afeta milhões de mulheres no mundo, definida pelo desenvolvimento do endométrio fora da cavidade uterina.

São diversos os órgãos que podem ser comprometidos pela doença, como ovários, tubas uterinas, intestino e até mesmo a bexiga. Antes de mais nada, é importante destacar que a endometriose é uma doença benigna, mas que pode resultar em sintomas dolorosos e impactar a qualidade de vida das mulheres afetadas.

Continue lendo o artigo para saber mais sobre a endometriose na bexiga, sua incidência no país e as opções de tratamento disponíveis.

Incidência e sintomas

Embora seja uma condição rara, a endometriose na bexiga merece atenção médica adequada, pois costuma ser um dos tipos mais desconfortáveis para mulheres diagnosticadas com a doença.

Alguns estudos revelam que 1% a 4% das mulheres com endometriose sintomática apresentam envolvimento do trato urinário. Nesses casos, a bexiga é a região mais afetada, com uma incidência de 80% a 84%.

endometriose na bexiga pode se manifestar por meio de uma variedade de sintomas ginecológicos e/ou urológicos, contudo, muitos desses sintomas não são característicos, o que pode levar a diagnósticos errados.

É importante destacar que o principal sintoma deste tipo de endometriose é a dor para urinar durante o período menstrual, principalmente quando esse desconforto ocorre exclusivamente durante esse tempo. Esse é o sintoma mais sugestivo de que a endometriose está invadindo a bexiga.

Outros sintomas podem incluir:

  • urgência urinária;
  • aumento da frequência urinária;
  • incontinência urinária;
  • dor pélvica;
  • dismenorreia (dor durante a menstruação);
  • sangramento menstrual excessivo.

Esses sintomas geralmente seguem um padrão cíclico e estão relacionados ao ciclo menstrual. Por isso, é essencial reconhecer esses sintomas e buscar avaliação médica especializada para um diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da endometriose na bexiga requer uma abordagem médica cuidadosa. Inicialmente, o médico realizará uma análise detalhada dos sintomas relatados pela paciente. O próximo passo é a realização do exame clínico e de exames complementares para confirmar o diagnóstico.

ultrassonografia transvaginal para mapeamento da endometriose profunda pode ser utilizada para identificar possíveis lesões endometrióticas na bexiga, embora nem sempre seja capaz de detectá-las com precisão. Em casos mais complexos, a ressonância magnética pode ser solicitada, proporcionando uma visão mais detalhada das estruturas envolvidas. Outro exame muito útil, embora mais invasivo, é a cistoscopia. Nesse exame é introduzida uma pequena câmera pela uretra que permite a observação da parte interna da bexiga.

Os tratamentos para endometriose na bexiga

Antes de determinar o tipo de tratamento, é fundamental fazer uma avaliação completa da pelve, para verificar se existem outros focos de endometriose e saber a localização exata de todos os focos.

Normalmente, o tratamento costuma ser cirúrgico, geralmente por videolaparoscopia convencional ou robótica, uma vez que a endometriose na bexiga responde mal aos tratamentos medicamentosos. O tratamento com hormônios trás pouco alívio nos sintomas, além de existir o risco da endometriose crescer, tornando ainda mais complicado a realização do procedimento.

Por isso, o tratamento da endometriose na bexiga costuma ser realizado de forma cirúrgica, caracterizada pela remoção de todos os focos da endometriose. Contudo, a abordagem deve ser  individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, o desejo reprodutivo da paciente e a extensão da doença. A técnica cirúrgica costuma envolver a abertura da bexiga e retirada da porção atingida pela doença. A seguir é realizado uma sutura para fechamento do orifício formado e, graças a isso, costumamos indicar manter a sonda vesical por cerca de 1 semana após a cirurgia, garantindo que a bexiga ficará vazia, o que facilita a cicatrização.

Mulheres com poucos sintomas podem realizar apenas um seguimento da doença com exames de imagem feitos sucessivamente.

De todo modo, cada caso é único e o tratamento deve ser personalizado para atender às necessidades individuais de cada paciente. É fundamental que as mulheres busquem a orientação de profissionais de saúde especializados para determinar a melhor abordagem terapêutica para sua condição específica.

Quer entender mais sobre a endometriose na bexiga? Assista ao vídeo completo do Dr. Alexander Kopelman sobre o assunto.

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