Compartilhe

Compartilhe

Endometriose

Quais são os tratamentos para endometriose?

Por

2
Quais são os tratamentos para endometriose?

 No artigo de hoje, vamos falar sobre os principais tratamentos para endometriose.

Capaz de atingir mulheres em idade reprodutiva, a endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina. De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que 180 milhões de mulheres sofrem com a endometriose no mundo.

Embora seja uma doença bastante comum, a endometriose ainda é desconhecida por muitas mulheres, uma vez que seus sintomas também podem ser semelhantes a outras doenças ginecológicas. Por isso, é normal haver uma demora na procura por ajuda médica especializada.

As principais manifestações clínicas da doença podem ser:

  • dor pélvica;
  • cólica menstrual intensa;
  • dor durante as relações sexuais;
  • alterações intestinais;
  • distúrbios do sono e
  • dificuldade em engravidar.

Embora esses sintomas atinjam a maioria das mulheres afetadas, cerca de 2% a 22% das mulheres podem ser assintomáticas, o que exige ainda mais atenção para esses casos de endometriose.

Para que o diagnóstico da endometriose seja feito, um exame clínico ginecológico é o primeiro passo, podendo depois ser confirmado a partir de exames laboratoriais e de imagem. Após o diagnóstico confirmado, é momento de pensar no tratamento.

Tratamentos para endometriose

Existem algumas opções de tratamento disponíveis para mulheres que sofrem de endometriose, desde tratamentos medicamentosos até cirurgias. Contudo, é importante destacar que o tratamento deve ser sempre individualizado, levando em consideração os sintomas da paciente e os locais atingidos.

Outro fator que deve ser considerado, é o impacto da doença na qualidade de vida dessas pacientes. Só após discutir esses fatores é que o médico pode determinar a melhor forma de tratamento para endometriose.

Analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

Associados ao controle da dor, os analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e naproxeno, podem ser prescritos para o tratamento da endometriose. Esses medicamentos servem para reduzir a inflamação e, consequentemente, a dor causada pela doença.

Contudo, antes de tomar qualquer remédio, é fundamental consultar com um médico especializado e confirmar se o tratamento por medicamentos AINEs é a melhor opção para o seu quadro. Caso contrário, o uso excessivo desses remédios, podem causar prejuízos à saúde.

Terapia hormonal

Indicados nos casos iniciais de endometriose, a terapia hormonal, ou hormonoterapia, é uma opção de tratamento que visa bloquear a menstruação. Existem vários tipos de terapias disponíveis, podendo incluir pílulas anticoncepcionais combinadas, progestágenos e agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH).

Tenha em mente que a duração da hormonoterapia varia de acordo com a resposta do organismo de cada paciente. Contudo, é importante considerar se a paciente cumpriu com os procedimentos recomendados e se os sintomas pioraram ou diminuíram.

Videolaparoscopia

Procedimento cirúrgico minimamente invasivo, a videolaparoscopia é frequentemente utilizada para diagnosticar e tratar a endometriose. É um procedimento que permite ao cirurgião visualizar o interior do abdômen e pelve por meio de um laparoscópio, um tubo fino e iluminado com uma câmera na ponta.

No geral, o principal objetivo da cirurgia é remover, completamente, todos os focos de endometriose, permitindo restaurar a anatomia e preservar a função reprodutiva da mulher. O tratamento cirúrgico costuma ser indicado em três situações específicas, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), sendo elas:

  1. quando a paciente apresenta um quadro de endometriose que compromete o funcionamento do intestino e/ou as vias urinárias;
  2. quando a paciente não apresenta um quadro tão grave, mas mesmo com o tratamento com medicamentos, ela continua sentindo muita dor;
  3. quando a paciente não apresenta um quadro grave e nem dor, mas que está com dificuldade para engravidar.

endometriose é uma doença complexa, que necessita de acompanhamento médico para definir a melhor forma de tratamento para cada pessoa. Por isso, é importante buscar um médico especialista em ginecologia e obstetrícia, capaz de oferecer todos os tratamentos para endometriose.

Se você chegou até aqui e acha que pode estar sofrendo com endometriose ou já foi diagnosticada com a doença, marque uma consulta com o Dr. Alexander Kopelman, especialista altamente experiente, em tratar mulheres com endometriose desde 2005. Entre em contato com a equipe e faça uma avaliação.

Tags:
endometriosesintomas da endometriosetratamentos para endometriose
O que é histerectomia e como é feita?
Qual a diferença entre endometriose e ovários policísticos?

Mais lidas

Tenho endometriose no ovário: o que fazer?

A endometriose no ovário é uma manifestação específica da endometriose, condição ginecológica complexa que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Compreender os sintomas, diagnóstico e opções de tratamento é…

Conteúdo relacionado

Endometriose intestinal: diagnóstico, cirurgia e recuperação

Poucos diagnósticos assustam tanto quanto “endometriose intestinal”. Quase sempre, ele vem acompanhado das mesmas perguntas: vou precisar operar? Vou conseguir engravidar? A cirurgia é arriscada? São dúvidas legítimas, e respondê-las…
Ler artigo

Dor forte com exame normal pode ser endometriose?

Dor forte, cólica incapacitante ou dor pélvica persistente não devem ser ignoradas só porque um exame veio “normal”. Em alguns casos, a endometriose pode não aparecer em exames comuns, especialmente…
Ler artigo

Endometriose no ureter: grupos de risco, diagnóstico e quando operar

A endometriose no ureter costuma causar poucos sintomas, mas pode comprometer a passagem da urina e afetar o rim. Entender os grupos de risco e manter acompanhamento adequado é essencial…
Ler artigo

Cisto hemorrágico de ovário: é perigoso?

O artigo explica que o cisto hemorrágico de ovário costuma ser benigno e desaparecer espontaneamente. Mostra quando apenas acompanhar, quando a ruptura exige avaliação urgente e quando a cirurgia pode…
Ler artigo
keyboard_arrow_up
1