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Endometriose, FIV, Infertilidade

Não consigo engravidar: quais as possíveis causas?

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Não consigo engravidar: quais as possíveis causas?

Após seguidas tentativas sem sucesso, muitas mulheres começam a se perguntar: “não consigo engravidar, e agora?”. Surpreendentemente, as chances de um casal engravidar de maneira natural é de 15 a 20%. Ou seja, mesmo que ambos sejam saudáveis, a gravidez ainda pode demorar a acontecer.

No entanto, quando um casal tenta engravidar há mais de um ano, sem recorrer a métodos contraceptivos, a infertilidade passa a ser uma possibilidade. Definida como a incapacidade de engravidar após um ano de atividades sexuais sem preservativos, a infertilidade é realidade para muitas pessoas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 48 milhões de casais e 186 milhões de pessoas no mundo sofrem com esse problema, sendo uma doença mais comum do que muitos podem imaginar.

Portanto, esse é o momento ideal para que o casal comece a procurar por ajuda médica especializada — com o objetivo de identificar e tratar as causas dessa dificuldade. Entender o que causa a infertilidade é o primeiro passo para conseguir a gravidez desejada.

Por que não consigo engravidar?

É inevitável que, em consequência do tempo, a fertilidade feminina vá diminuindo naturalmente. A reserva ovariana começa a produzir menos óvulos ainda na puberdade, quando a mulher tem a primeira menstruação e, quando chega na menopausa (última menstruação), o estoque de óvulos acaba por completo.

No entanto, existem muitos fatores que podem causar a infertilidade, tanto em homens quanto em mulheres, sendo alguns deles:

  • aderências pélvicas após doenças sexualmente transmissíveis;
  • endometriose;
  • mal-formação uterina
  • distúrbios ovulatórios, relacionado a ovários policísticos, ansiedade ou excesso de exercícios;
  • problemas endocrinológicos como hipotireoidismo ou obesidade;
  • doenças auto-imunes;
  • varicocele, em homens.

Endometriose e gravidez

endometriose costuma ser o principal motivo para mulheres não conseguirem engravidar, cerca de 40% das pacientes diagnosticadas com a doença apresentam infertilidade.

O principal impacto acontece no endométrio, dentro do útero, que fica pouco receptivo ao embrião. Ou seja, mesmo que aconteça a fecundação e um embrião perfeito chegue até a cavidade uterina, ele pode não conseguir se fixar ao endométrio.

É importante destacar que a doença também altera a anatomia do aparelho reprodutor feminino, uma vez que, ao se posicionar fora da cavidade uterina, o tecido endometrial pode não só deslocar o útero, como também danificar as trompas — impedindo que o espermatozoide chegue até o óvulo.

Não consigo engravidar, e agora?

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) indica que, após 12 meses de tentativas sem sucesso, os casais devem passar por uma consulta com um médico especializado em reprodução humana — com o objetivo de realizar exames para investigar as causas da dificuldade de engravidar. A recomendação difere para mulheres com mais de 35 anos. Nessa fase, o ideal é que já procurarem uma avaliação após 6 meses sem conseguir engravidar.

De acordo com o problema encontrado, o especialista poderá indicar qual o melhor tratamento para o casal. A reprodução assistida utiliza um conjunto de técnicas para auxiliar os casais a realizarem o sonho de ter filhos e essas opções são escolhidas conforme cada caso.

Dentre as técnicas de reprodução assistida mais conhecidas, destacam-se:

  • fertilização in vitro (FIV);

  • inseminação intra-uterina;

  • coito programado;

Essas são as principais técnicas existentes, divididas em baixa complexidade (inseminação e coito programado) ou alta complexidade (FIV). Logo abaixo, você poderá entender como funciona cada uma delas.

Fertilização In Vitro (FIV)

Uma das técnicas mais utilizadas na reprodução assistida, a Fertilização In Vitro (FIV), é um procedimento realizado em laboratório, que promove a fecundação do óvulo com o espermatozoide. É um tratamento indicado para mulheres com mais de 35 anos, que apresentem falha dos tratamentos de baixa complexidade (inseminação ou coito programado), além de endometriose. A FIV também é um tratamento ideal para casais homoafetivos que desejam ter filhos.

Inseminação intra-uterina

inseminação intra-uterina possui o mesmo objetivo da FIV.

Nesse procedimento, o sêmen é introduzido direto na cavidade uterina da mulher, ou seja, o caminho que o espermatozoide precisa percorrer para chegar até o óvulo nas trompas é menor.

Coito programado

Assim, como os outros dois procedimentos, o coito programado é uma técnica de reprodução assistida, que consiste na relação sexual programada — indicada em casos de infertilidades mais leves. Nessa técnica, o profissional faz o acompanhamento do ciclo menstrual da mulher, com o intuito de descobrir em qual período as chances de gravidez são maiores.

O principal objetivo desse acompanhamento é entender o período ovulatório da paciente, para que o profissional oriente o casal sobre o momento mais favorável para a concepção.

Portanto, não fique nervosa ao pensar “não consigo engravidar“. Essas técnicas são bastante eficazes quando falamos sobre problemas reprodutivos. No entanto, para que o resultado seja satisfatório, é essencial realizar com um profissional capacitado.

Se você apresenta dificuldades para engravidar, não deixe de procurar ajuda especializada!

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