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Congelamento, Fertilidade, Tratamentos

Congelamento de óvulos: idade ideal e como funciona

Artigo explica quando considerar o congelamento de óvulos, quais exames ajudam na decisão e como funciona o processo. Aborda também por que mulheres com endometriose, especialmente com endometrioma, podem precisar avaliar a reserva ovariana mais cedo.

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O congelamento de óvulos pode ajudar mulheres que desejam preservar a possibilidade de gravidez futura, especialmente quando a decisão é tomada com base em idade, reserva ovariana, história clínica e presença de condições como endometriose.

O congelamento de óvulos pode ser considerado por mulheres que desejam engravidar no futuro e querem preservar opções reprodutivas, especialmente ao se aproximarem dos 35 anos. A decisão não deve ser automática: entre os 30 e os 35 anos, a avaliação da reserva ovariana com hormônio antimülleriano e ultrassom transvaginal pode ajudar a definir se o procedimento faz sentido para cada mulher. Em pacientes com endometriose, especialmente com endometrioma de ovário ou indicação de cirurgia ovariana, essa conversa pode ser ainda mais importante.

Por que tantas mulheres adiam essa decisão?

Muitas mulheres começam a pensar em congelar óvulos, mas acabam adiando a decisão por falta de informação clara. A dúvida costuma envolver perguntas práticas e emocionais: será que realmente é necessário? Qual é a idade ideal? O processo interfere muito na rotina? E se houver endometriose?

Esse adiamento é compreensível. Falar sobre fertilidade futura envolve planos pessoais, relacionamento, trabalho, estabilidade financeira e expectativas de vida. Ao mesmo tempo, a reserva ovariana diminui de forma silenciosa, e algumas doenças ginecológicas podem acelerar ou agravar esse processo.

Por isso, mais do que criar urgência, a avaliação tem o papel de transformar incertezas em informação. Quando a mulher entende sua idade reprodutiva, sua reserva ovariana e seus objetivos, a decisão deixa de ser tomada no susto e passa a fazer parte de um planejamento mais tranquilo.

Quem deve pensar em congelar óvulos?

Nem toda mulher precisa congelar óvulos. Para quem não tem o desejo de engravidar no futuro, ou entende que uma gestação não será uma prioridade importante, o procedimento pode simplesmente não fazer sentido.

O congelamento costuma ser mais relevante para mulheres que têm desejo claro de engravidar no futuro, mas ainda não estão no momento de tentar. Isso pode acontecer por motivos pessoais, profissionais, ausência de parceiro, planejamento de vida ou condições médicas que podem comprometer a fertilidade.

Entre as mulheres que se aproximam dos 35 anos e desejam manter aberta a possibilidade de uma gestação futura, a avaliação da reserva ovariana pode ajudar a decidir se o congelamento é uma estratégia prudente. A decisão deve considerar dados objetivos, mas também o peso emocional que uma eventual dificuldade para engravidar teria na vida daquela paciente.

Qual é a idade ideal para congelar óvulos?

Não existe uma idade única que sirva para todas as mulheres. Em geral, quanto mais jovem a mulher no momento do congelamento, maior tende a ser a qualidade dos óvulos congelados. Ainda assim, a decisão não deve ser guiada apenas pela idade, mas pela reserva ovariana e pelo projeto reprodutivo.

Aos 35 anos, a fertilidade não desliga como um interruptor. O estoque de óvulos diminui aos poucos, e o ritmo dessa queda varia de mulher para mulher. Algumas mulheres de 33 ou 34 anos já podem apresentar redução relevante da reserva ovariana, enquanto outras mantêm uma boa reserva aos 37 ou 38 anos.

Por isso, entre os 30 e os 35 anos, pode ser útil iniciar essa conversa com o ginecologista. O objetivo não é pressionar a mulher a congelar, mas entender se há tempo, se há risco de perda acelerada de reserva ou se o procedimento pode proteger uma possibilidade importante para o futuro.

Quais exames ajudam a decidir?

A decisão sobre congelamento de óvulos deve ser baseada em avaliação individualizada. Dois exames costumam ajudar bastante nessa conversa: o hormônio antimülleriano, conhecido como AMH, e o ultrassom transvaginal com avaliação dos ovários.

O AMH é um exame de sangue que ajuda a estimar o tamanho do estoque de óvulos. Ele não mede diretamente a qualidade dos óvulos, mas oferece uma ideia da quantidade disponível naquele momento. Em mulheres com endometriose e endometrioma, o AMH costuma ser especialmente útil porque pode ser mais sensível do que outros marcadores para detectar impacto sobre a reserva ovariana.

O ultrassom transvaginal complementa essa avaliação ao observar os ovários e permitir a contagem de folículos antrais, quando indicada. Juntos, esses dados ajudam a entender se a reserva está preservada, reduzida ou abaixo do esperado para a idade.

Esses exames não devem ser interpretados isoladamente. A idade, o histórico menstrual, cirurgias ovarianas prévias, endometriose, presença de endometrioma, tratamentos anteriores e desejo reprodutivo também entram na decisão.

O que significa “travar” a idade dos óvulos?

Uma das principais vantagens do congelamento é preservar óvulos com a idade biológica do momento em que foram coletados. Isso significa que, se uma mulher congela óvulos aos 34 anos e decide usá-los aos 40, aqueles óvulos foram preservados com características compatíveis com a idade em que foram congelados.

Esse ponto é importante porque a qualidade dos óvulos tende a se relacionar fortemente com a idade da mulher. Com o passar dos anos, além da queda na quantidade, também pode haver redução da qualidade e aumento do risco de alterações cromossômicas.

Ainda assim, congelar óvulos não garante gravidez futura. O resultado depende da quantidade e da qualidade dos óvulos congelados, da sobrevivência ao descongelamento, da fertilização, da formação dos embriões, da idade uterina e de outros fatores clínicos.

Como funciona o processo de congelamento de óvulos?

Uma preocupação frequente é saber se o processo atrapalha muito a rotina. Em geral, o ciclo completo dura cerca de 15 dias, embora esse prazo possa variar conforme a resposta ovariana e o protocolo escolhido.

O tratamento começa no início do fluxo menstrual, com medicações hormonais aplicadas por via subcutânea. Essas injeções costumam ser feitas em casa, geralmente à noite, perto da região do umbigo, com agulha pequena.

Durante cerca de 12 a 13 dias, os ovários são estimulados para que vários folículos cresçam no mesmo ciclo. Esse processo aproveita folículos que, em um ciclo natural, provavelmente não chegariam à ovulação.

Ao longo desse período, a paciente realiza ultrassons de acompanhamento no consultório para avaliar o crescimento dos folículos e ajustar a conduta quando necessário. Quando os folículos atingem tamanho e maturidade adequados, é aplicada uma medicação final, e a coleta dos óvulos é programada cerca de 36 horas depois.

Como é feita a coleta dos óvulos?

A coleta dos óvulos é realizada em laboratório de reprodução, em ambiente com estrutura de centro cirúrgico. A paciente fica em jejum e recebe sedação, semelhante à utilizada em exames como endoscopia, para dormir durante o procedimento.

O procedimento costuma durar aproximadamente 20 minutos. Durante a coleta, a equipe aspira o conteúdo dos folículos guiada por ultrassom, e os óvulos coletados são encaminhados imediatamente para a equipe de embriologia.

Depois da avaliação laboratorial, os óvulos maduros são congelados por técnicas específicas de criopreservação. Eles permanecem armazenados para possível uso futuro, conforme o planejamento da paciente.

Congelamento de óvulos e endometriose

Mulheres com endometriose merecem atenção especial quando o assunto é preservação da fertilidade. Publicações recentes sugerem que a endometriose, especialmente quando há endometrioma ovariano ou doença moderada a grave, pode estar associada a níveis mais baixos de AMH e redução da reserva ovariana.

O endometrioma é uma forma de endometriose que atinge o ovário. Além de poder impactar a reserva ovariana por si só, ele também torna mais delicada a decisão sobre cirurgia, porque procedimentos no ovário podem reduzir a reserva em algumas pacientes.

Em um estudo recente, endometriomas ovarianos apresentaram a associação mais forte com redução de AMH, com queda estimada entre 54,3% e 60,8% em comparação com mulheres sem endometriose. A doença em estágios III e IV também foi associada a reduções relevantes, em torno de 40% a 48% nos níveis de AMH.

Esses números devem ser interpretados com cuidado. Eles não significam que toda mulher com endometriose terá infertilidade, nem que toda paciente com endometrioma precisará congelar óvulos. O que eles mostram é que, quando a doença atinge o ovário ou quando há formas mais avançadas, a reserva ovariana merece avaliação mais atenta.

Endometrioma, cirurgia e reserva ovariana

A cirurgia de endometrioma é um dos pontos mais importantes nessa conversa. A própria presença do endometrioma pode estar associada à redução da reserva ovariana, mas a cirurgia também pode provocar queda adicional do AMH, especialmente quando envolve retirada da cápsula do cisto por técnica de stripping.

Revisões recentes indicam que a cistectomia ovariana por stripping pode reduzir a reserva ovariana no curto e no longo prazo, com efeitos observados até 9 a 18 meses após a cirurgia. O impacto parece ser mais pronunciado quando os endometriomas são bilaterais, com dano estimado maior do que nos casos unilaterais.

Outro ponto importante é a repetição de cirurgias. Reoperar o ovário por recidiva de endometrioma tende a aumentar o risco de prejuízo à reserva ovariana. Por isso, antes de uma cirurgia ovariana, especialmente em mulheres jovens que ainda desejam engravidar, a preservação da fertilidade deve ser discutida com cuidado.

Algumas estratégias cirúrgicas e métodos de controle de sangramento parecem preservar melhor a reserva ovariana do que técnicas mais agressivas ou uso excessivo de energia térmica. Ainda assim, a escolha da técnica depende da anatomia, dos sintomas, da reserva ovariana, do desejo reprodutivo e da experiência da equipe.

O que as evidências mostram sobre congelamento em mulheres com endometriose?

Os dados disponíveis sugerem que a criopreservação de óvulos pode ser uma estratégia útil para mulheres com endometriose selecionadas, especialmente antes de cirurgia ovariana ou quando há sinais de redução da reserva.

Um estudo observacional sobre vitrificação de oócitos em mulheres com endometriose descreveu taxa de sobrevivência dos óvulos ao descongelamento de 83,2% e taxa cumulativa de nascidos vivos de 46,4%. Os melhores resultados foram observados em mulheres mais jovens, especialmente com 35 anos ou menos no momento da vitrificação.

Em mulheres jovens sem cirurgia ovariana prévia, a taxa de nascidos vivos foi maior do que entre aquelas que já haviam sido operadas. Esse dado reforça uma mensagem prática: quando a cirurgia de endometrioma está sendo considerada, pode fazer sentido discutir preservação da fertilidade antes do procedimento, e não apenas depois.

Ao mesmo tempo, é importante manter realismo. Uma revisão sobre criopreservação de oócitos em endometriose estimou número necessário para tratar de 16, ou seja, 16 mulheres precisariam realizar criopreservação para que uma tivesse um filho que não teria sem a técnica. Esse dado mostra que a estratégia pode ser relevante, mas não deve ser vendida como garantia individual de gravidez.

Quais fatores influenciam as chances futuras?

O sucesso futuro com óvulos congelados depende principalmente da idade no momento da vitrificação, do número de óvulos maduros congelados e da sobrevivência desses óvulos ao descongelamento.

Em mulheres com endometriose, outros fatores também entram na análise: presença de endometrioma, cirurgia ovariana prévia, doença bilateral, AMH antes do tratamento, histórico de recidiva e necessidade de cirurgia programada.

Por isso, a avaliação deve ser individualizada. Uma mulher de 32 anos, com endometrioma bilateral e cirurgia planejada, pode precisar de uma conversa diferente de uma mulher de 38 anos, sem endometrioma, mas com desejo reprodutivo ainda indefinido. A idade importa, mas não pode ser analisada separada do ovário, da doença e do projeto de vida.

O que ainda é controverso?

Apesar do avanço das evidências, nem tudo está totalmente definido. Ainda existe debate sobre quanto da queda da reserva ovariana se deve à endometriose em si e quanto se deve à cirurgia. A literatura sugere impacto do endometrioma sobre o AMH, mas a força dessa evidência varia entre os estudos.

Também não há consenso absoluto sobre quais pacientes devem congelar óvulos, qual o melhor momento em relação à cirurgia e quais critérios devem definir a indicação. O tamanho do endometrioma, por exemplo, pode ser relevante, mas seu impacto exato sobre a reserva ovariana antes e depois da cirurgia ainda não está completamente esclarecido.

Outro ponto importante é a interpretação do AMH. Embora seja um marcador muito útil para estimar reserva ovariana, ele não traduz sozinho o potencial reprodutivo completo, porque não mede diretamente a qualidade dos óvulos. Por isso, AMH baixo deve orientar a conversa, mas não deve ser usado como sentença isolada.

Como os óvulos congelados são usados no futuro?

Quando a mulher decide usar os óvulos congelados, inicia-se uma etapa diferente: o preparo para fertilização e transferência embrionária. Em geral, o útero pode ser preparado por cerca de 20 dias, com medicações ou com acompanhamento do ciclo natural, conforme a estratégia definida pela equipe.

Depois disso, os óvulos são descongelados e fertilizados em laboratório com espermatozoides do parceiro ou de sêmen previamente reservado, quando se trata de produção independente ou outra configuração reprodutiva.

Os embriões formados são acompanhados no laboratório e, quando há condições adequadas, um embrião pode ser transferido para o útero preparado. O teste de gravidez costuma ser realizado de 10 a 12 dias após a transferência.

Essa etapa corresponde a um tratamento de fertilização in vitro. Por isso, congelar óvulos deve ser entendido como uma forma de preservar uma possibilidade futura, e não como garantia de gestação.

Por que a decisão não deve ser automática?

Congelar óvulos não deve ser tratado como regra para todas as mulheres, nem como uma decisão tomada por medo. Também não deve ser adiado indefinidamente quando a fertilidade futura é uma prioridade importante.

A melhor decisão costuma surgir quando a paciente consegue integrar informação médica e projeto de vida. Idade, reserva ovariana, endometriose, endometrioma, histórico de cirurgia, desejo de engravidar, momento pessoal e tolerância à possibilidade de não conseguir uma gestação espontânea no futuro precisam ser considerados em conjunto.

O objetivo da avaliação não é empurrar a paciente para um procedimento, mas ajudar a transformar dados em estratégia. Quando a indicação existe, o congelamento pode ampliar opções. Quando não existe, a consulta também tem valor, porque evita decisões desnecessárias.

Quando procurar avaliação especializada

A avaliação especializada pode ser considerada quando a mulher deseja engravidar no futuro, mas ainda não pretende tentar agora, especialmente se está entre os 30 e os 35 anos ou se tem dúvidas sobre sua reserva ovariana.

Essa conversa também é importante quando há endometriose, endometrioma de ovário, cirurgia ovariana prévia, ciclos menstruais irregulares, histórico familiar de menopausa precoce, suspeita de baixa reserva ovariana ou exames anteriores alterados.

Mulheres com endometrioma bilateral, cirurgia ovariana programada, recidiva de endometrioma ou indicação de cistectomia devem discutir preservação da fertilidade antes da cirurgia sempre que houver desejo de gravidez futura. Isso não significa que todas precisarão congelar óvulos, mas significa que a decisão merece ser tomada antes que a reserva ovariana possa ser impactada.

Mulheres que estão próximas dos 35 anos e têm certeza de que uma gravidez futura é importante para seu projeto de vida não precisam esperar a dificuldade aparecer para investigar. Avaliar AMH, ultrassom e contexto clínico pode ajudar a decidir se o congelamento de óvulos faz sentido naquele momento.

Uma avaliação individualizada permite interpretar os exames com cuidado, discutir riscos e benefícios e planejar a preservação da fertilidade sem promessa de resultado e sem urgência artificial.

Perguntas frequentes

Qual é a idade ideal para congelar óvulos?

Em geral, quanto mais cedo, melhor tende a ser a qualidade dos óvulos, especialmente antes dos 35 anos. Ainda assim, a queda da reserva ovariana é individual. Por isso, entre os 30 e os 35 anos, pode ser útil avaliar AMH e ultrassom transvaginal para decidir com base em dados.

Quais exames ajudam a saber se devo congelar óvulos?

O hormônio antimülleriano, conhecido como AMH, e o ultrassom transvaginal ajudam a estimar a reserva ovariana. Esses exames devem ser interpretados junto da idade, história clínica, presença de endometriose, cirurgias anteriores e desejo reprodutivo.

Quanto tempo dura o processo de congelamento de óvulos?

O ciclo completo costuma durar cerca de 15 dias. As medicações são usadas por aproximadamente 12 a 13 dias, com ultrassons de acompanhamento, e a coleta é programada depois da medicação final que amadurece os óvulos.

A coleta de óvulos dói?

A coleta é feita sob sedação, em laboratório de reprodução, e a paciente dorme durante o procedimento. Após a coleta, pode haver desconforto leve ou sensação de cólica, mas a experiência varia de mulher para mulher.

Congelar óvulos garante gravidez no futuro?

Não. O congelamento de óvulos preserva uma possibilidade reprodutiva, mas não garante gravidez. O resultado depende da quantidade e qualidade dos óvulos, da fertilização, da formação de embriões e de fatores individuais.

Quem tem endometriose deve congelar óvulos?

Nem toda mulher com endometriose precisa congelar óvulos. Porém, em casos de endometrioma, baixa reserva ovariana, cirurgia ovariana prévia, doença bilateral ou desejo de engravidar no futuro, a preservação da fertilidade pode ser considerada após avaliação individualizada.

É melhor congelar óvulos antes ou depois da cirurgia de endometrioma?

Em muitas mulheres jovens com endometrioma e desejo reprodutivo futuro, discutir o congelamento antes da cirurgia pode ser prudente, porque a cistectomia ovariana pode reduzir a reserva. A decisão depende de sintomas, urgência cirúrgica, AMH, idade, tamanho e bilateralidade do endometrioma.

Considerações finais

O congelamento de óvulos é uma ferramenta de preservação da fertilidade, não uma obrigação nem uma garantia. Ele pode ser útil quando a mulher deseja manter opções reprodutivas para o futuro e ainda não está pronta para tentar engravidar.

A idade importa, mas não conta a história inteira. A reserva ovariana, avaliada por AMH e ultrassom, ajuda a individualizar a decisão e evita que a mulher escolha apenas com base em medo, pressa ou suposições.

Em mulheres com endometriose, especialmente com endometrioma de ovário, a conversa pode ser ainda mais relevante. A doença pode estar associada à redução da reserva ovariana, e a cirurgia ovariana pode acrescentar impacto adicional, sobretudo em casos bilaterais ou reoperações.

Com orientação adequada, é possível decidir com mais clareza se o congelamento de óvulos faz sentido, em qual momento e dentro de qual estratégia de preservação da fertilidade.

Referências e leituras complementares

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Sobre o autor

O Prof. Dr. Alexander Kopelman é Médico Ginecologista — CRM-SP 103.944 — com RQE 945031 em Endoscopia Ginecológica e RQE 945032 em Reprodução Assistida. É MD, MSc e PhD pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Foi Professor Adjunto do Departamento de Ginecologia da UNIFESP/EPM entre 2019 e 2024 e atualmente atua como Colaborador Científico e Professor Voluntário, com atuação no Ambulatório de Endometriose. Tem atuação em endometriose profunda, dor pélvica crônica, endometrioma, adenomiose, infertilidade, reprodução humana, preservação da fertilidade, cirurgia ginecológica minimamente invasiva e cirurgia robótica. É Console Surgeon certificado em Cirurgia Robótica Da Vinci Xi pelo IRCAD América Latina. Atende em São Paulo, na Clínica Evince, e realiza procedimentos cirúrgicos nos hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio-Libanês e Vila Nova Star.

Conteúdo revisado clinicamente pelo Prof. Dr. Alexander Kopelman em 20/06/2026.

Aviso médico: este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. Não substitui consulta médica presencial ou avaliação individualizada. Cada caso deve ser analisado por profissional habilitado.

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